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Leo Melgaço Asteriscos
João da Rocha Labrego
said:
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| Continuação... O tempo passou, os irmãos mais velhos se casaram e constituíram suas famílias. Toda aquela revolta dentro de nós foi sendo recalcada porque queríamos ser felizes igual a eles com suas esposas, seus bens materiais e seus filhos, mas a constante exacerbação de nosso lado negativo durante a longa convivência familiar foi destruindo em nós as condições psicológicas necessárias para desenvolvermos uma auto-estima que nos elevasse na vida. Sentíamo-nos maus filhos por causa desses sentimentos negativos em relação à família e como não havia a quem culpar pelas nossas insatisfações, culpávamos à nós mesmos. A fim de fugir dessa sensação de mal-estar que nossas emoções nos causavam, empenhamo-nos de corpo e alma à alguma atividade intelectual seja profissional, artística ou diletante (intelectual sem obras). Tornamo-nos os melhores naquilo que escolhemos fazer e ganhamos muito dinheiro com isso. Mas algo ainda nos faltava e não conseguíamos preencher esse vazio interior. O dinheiro não nos trouxe a felicidade que ele prometia. Afinal, se nossos irmãos eram tão felizes com bem menos dinheiro, o que é que nos faltava para também o sermos? A solução que encontramos foi de casarmo-nos como eles fizeram, dar-nos uma vida familiar como a deles. Oras, copiamos as pessoas das quais, inconscientemente, mais desejávamos nos vingar. Com isso, nosso casamento acaba virando uma droga e estará fadado ao fracasso se não tomarmos consciência daquilo que estávamos buscando desde crianças e renunciarmos conscientemente a essa vingança. Por isso que muitos artistas, intelectuais e diletantes precisam tanto dos holofotes e da atenção do público. Eles precisam constantemente de aprovação e atenção para se sentirem vitoriosos na vida e essa vitória é alcançada por aquilo que eles escolhem fazer e buscam a perfeição muito mais do que uma pessoa sã e normal conseguiria buscar. No caso do Fidel Castro ele representa os anseios desses indivíduos por ter conseguido se tornar o símbolo do irmão caçula que se vingou dos irmãos mais velhos e até mesmo de seus pais, conquistando o lugar de irmão mais velho. Como ele se vingou? Criando uma família onde o povo representa seus irmãos mais novos e ele, desconhecendo o papel de pai, age como o irmão mais velho que, fingindo entender a vontade do pai, oprime os irmãos mais novos para que estes se mantenham na linha. Por esse motivo é que não conseguimos entender o papel de Fidel Castro quando o tomamos como paternalista em seu governo. Pior, nem pai e nem padrasto. O papel dele é do irmão caçula que se viu alçado ao papel de irmão mais velho. Os irmãos mais novos, o povo, mesmo sem concordar com ele, o irmão mais velho, se submetem com medo de se virem alvo de sua fúria e se esforçam para acreditar que ele, o irmão mais velho, sabe o que é melhor para eles, afinal, muita comida torna o povo preguiçoso, muito conforto enfraquece o caráter das pessoas, enfim, um monte de arrazoado inútil é criado pelo povo para justificar a arrogância e a autoridade de seu ditador. Essa é uma amostra do artigo que estou desenvolvendo para este site. Espero que enxerguem neste comentário alguma realidade nas motivações inconscientes que atuam em nossos intelectuais e políticos brasileiros. Poderíamos chamar esse comportamento de síndrome do irmão caçula (risos). Abraços. |
João da Rocha Labrego
said:

| Em relação ao parágrafo: "Criando uma família onde o povo representa seus irmãos mais novos e ele, desconhecendo o papel de pai, age como o irmão mais velho que, fingindo entender a vontade do pai, oprime os irmãos mais novos para que estes se mantenham na linha." devo acrescentar que a vontade do pai seria toda a ideologia marxista-comunista e o Fidel Castro se vê neuroticamente, em suas fantasias, como a reencarnação desses ideais capaz de compreendê-los em toda a sua amplitude de modo que assim justifica o seu poder absoluto diante de sua consciência deturpada e dos demais que o apóiam. |
L. Brown
said:

| "Se eu fosse Lula” ECOW! Jamais. nunca. cogite. uma. coisa. dessas. |
PEDRO FRANÇA
said:

| E aí, João Labrego, aqui é o seu antigo colega USPiano te achando novamente. Como vai a vida ? Concordo em parte com o seu comentário sobre o Fidel mas...está meio tarde, vou dormir. Qual é o seu e-mail mesmo ? |
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