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PiorMelhor 
Escrito por Leo Melgaço   
20-Dec-2007

 

Para quem não assistiu – ou desconhece o assunto --, antes de ler essas linhas, por favor, assista esse vídeo.

 

Não existe nada mais fidedigno à Ilha do que a visão de Cuba pelos cubanos. A Cuba que os nossos intelectuais autistas enxergam só existe do castelo de Fidel Castro pra dentro. Lá, sim, tudo funciona. Tem água encanada, esgoto, boa comida e caros charutos. Do outro lado, os próprios cubanos e até a legitima filha de Fidel Castro, denunciam que o cubano comum, além de ter suas liberdades vigiadas, convive com a fome batendo à porta.

A hipoproteinemia é comum a quase toda população de Cuba. Para quem não sabe, essa doença se expande em detrimento da diminuição da concentração de proteínas no soro sanguíneo. As consequências são extremamente danosas ao organismo – levando as pessoas a ter problemas respiratórios e circulatórios ( e até a completa impotência física).

Aos músicos cubanos que estão no Brasil esperando a decisão do governo brasileiro, só nos resta desejar boa sorte. Se acontecer com eles o mesmo que aconteceu com os boxeadores – que Lula entregou de bandeja para serem massacrados pelo ditador Fidel Castro --, eu sugiro que os intelectuais que fizeram cartas de apoio a Hugo Chávez (na campanha, na época das eleições pós-golpe da venezuela, “se eu fosse venezuelano votaria em Chávez”) usem, agora, seu humanismo-esquerdista para defender o povo que eles tanto dizem amar (ao invés de defenderem os ditadores – a quem eles amam, descaradamente, muito mais). Por essa causa seria extremamente justa a campanha “Se eu fosse Lula, daria asilo aos músicos cubanos”, não seria?


***

Eu torço pelo Botafogo e pretendo ter um filho. Se o meu filho não for botafoguense, para mim, isso será motivo de completa angústia. Seria uma demonstração fatídica de que eu sou um fracasso como pai.


Por isso, fico pensando como deve se sentir Fidel Castro ao ter sua filha como grande oposicionista do seu regime. Se não conseguir fazer seu filho torcer para o mesmo time de futebol que o seu, já é um descontentamento; imagine, agora, seu filho questionando o seu caráter e a sua competência como gestor.

Aqui, então, segue um outro bom vídeo, que mostra o trabalho que a filha de Fidel Castro (foragida de Cuba) desenvolve em Miami – que ajuda cubanos a fugir da Ilha.


***

Para encerrar, gostaria apenas de responder uma perguntinha feita pela revista “ ‘Cartilha’ Capital” dessa semana: O que os tucanos vão ganhar com o fim da CPMF?


Bom, o que os tucanos vão ganhar eu não sei. Como não sou tucano, não posso responder por eles. Apenas sei que eu e muitos outros milhões de brasileiros, que estamos cansados de pagar impostos a preços escandinavos e receber serviços a níveis africanos, teremos a oportunidade de economizar parte do nosso suado dinheiro conquistado numa economia amarrada.


Se para o povinho da Carta Capital -- que recebe patrocínio do governo e, em troca, fala sempre, sempre, sempre bem do mesmo – economizar o dinheiro da CPMF não é lá grandes coisas; para nós, cidadãos, que vivemos sem patrocínio do Estado, o fim desse tributo sangue-suga é advento confortável, sim, senhor. Por isso, pouco importa os objetivos-fim dos tucanos. O que interessa mesmo é que teremos um imposto a menos...

Comentarios (5) >> feed

João da Rocha Labrego said: _

  À respeito do amor e admiração que nossos intelectuais e artistas brasileiros nutrem pelo ditador Fidel Castro, estou desenvolvendo um artigo que possivelmente virá a lançar alguma luz sobre esse fenômeno incompreensível à luz da razão, pois nosso raciocínio infelizmente não trabalha com símbolos e sim, com idéias.
Uma pequena amostra do que pretendo que seja esse artigo pode ser dada sob a forma de uma visão do que se constituiu a nossa família nuclear nos primórdios de nossa vida infantil.
Muitos de nós, criados por um pai, uma mãe e irmãos, não tivemos voz ativa na família e nem sequer pudemos expressar nossas opiniões e sentimentos, tendo que se submeter aos ditames de nossos pais que muitas vezes eram endossados pelos nossos irmãos mais velhos.
Muito dessa atitude dos familiares para conosco eram suportadas devido à esperança que nutríamos de que os mesmos soubessem o que era melhor para nós, já que a não obediência aos ditames fazia-nos alvos da fúria familiar contra as nossa pessoas.
Quando não conseguíamos entender o que aparentemente todo mundo entendeu éramos taxados de retardados e burros pela nossa própria família, mas quando conseguíamos demonstrar alguma superioridade em relação aos irmãos mais velhos, éramos logo recriminados com a famosa pergunta:- Quem você pensa que é? Não passa de um pirralho!
Isso fez com que nós desenvolvêssemos em nós uma sede de glória neurótica. A nossa busca pela felicidade se desviou para a busca pela glória motivada pelo sentimento de vingança que passamos a nutrir pelos nossos familiares. Quem é que nunca pensou:- Um dia vou mostrar para eles quem eu sou e nesse dia eles vão se arrepender de terem me tratado tão mal.
Continua...
December 22, 2007

João da Rocha Labrego said: _

  Continuação...
O tempo passou, os irmãos mais velhos se casaram e constituíram suas famílias. Toda aquela revolta dentro de nós foi sendo recalcada porque queríamos ser felizes igual a eles com suas esposas, seus bens materiais e seus filhos, mas a constante exacerbação de nosso lado negativo durante a longa convivência familiar foi destruindo em nós as condições psicológicas necessárias para desenvolvermos uma auto-estima que nos elevasse na vida. Sentíamo-nos maus filhos por causa desses sentimentos negativos em relação à família e como não havia a quem culpar pelas nossas insatisfações, culpávamos à nós mesmos.
A fim de fugir dessa sensação de mal-estar que nossas emoções nos causavam, empenhamo-nos de corpo e alma à alguma atividade intelectual seja profissional, artística ou diletante (intelectual sem obras). Tornamo-nos os melhores naquilo que escolhemos fazer e ganhamos muito dinheiro com isso.
Mas algo ainda nos faltava e não conseguíamos preencher esse vazio interior. O dinheiro não nos trouxe a felicidade que ele prometia. Afinal, se nossos irmãos eram tão felizes com bem menos dinheiro, o que é que nos faltava para também o sermos?
A solução que encontramos foi de casarmo-nos como eles fizeram, dar-nos uma vida familiar como a deles. Oras, copiamos as pessoas das quais, inconscientemente, mais desejávamos nos vingar. Com isso, nosso casamento acaba virando uma droga e estará fadado ao fracasso se não tomarmos consciência daquilo que estávamos buscando desde crianças e renunciarmos conscientemente a essa vingança.
Por isso que muitos artistas, intelectuais e diletantes precisam tanto dos holofotes e da atenção do público. Eles precisam constantemente de aprovação e atenção para se sentirem vitoriosos na vida e essa vitória é alcançada por aquilo que eles escolhem fazer e buscam a perfeição muito mais do que uma pessoa sã e normal conseguiria buscar.
No caso do Fidel Castro ele representa os anseios desses indivíduos por ter conseguido se tornar o símbolo do irmão caçula que se vingou dos irmãos mais velhos e até mesmo de seus pais, conquistando o lugar de irmão mais velho.
Como ele se vingou? Criando uma família onde o povo representa seus irmãos mais novos e ele, desconhecendo o papel de pai, age como o irmão mais velho que, fingindo entender a vontade do pai, oprime os irmãos mais novos para que estes se mantenham na linha.
Por esse motivo é que não conseguimos entender o papel de Fidel Castro quando o tomamos como paternalista em seu governo. Pior, nem pai e nem padrasto. O papel dele é do irmão caçula que se viu alçado ao papel de irmão mais velho.
Os irmãos mais novos, o povo, mesmo sem concordar com ele, o irmão mais velho, se submetem com medo de se virem alvo de sua fúria e se esforçam para acreditar que ele, o irmão mais velho, sabe o que é melhor para eles, afinal, muita comida torna o povo preguiçoso, muito conforto enfraquece o caráter das pessoas, enfim, um monte de arrazoado inútil é criado pelo povo para justificar a arrogância e a autoridade de seu ditador.
Essa é uma amostra do artigo que estou desenvolvendo para este site. Espero que enxerguem neste comentário alguma realidade nas motivações inconscientes que atuam em nossos intelectuais e políticos brasileiros.
Poderíamos chamar esse comportamento de síndrome do irmão caçula (risos).
Abraços.
December 22, 2007

João da Rocha Labrego said: _

  Em relação ao parágrafo:
"Criando uma família onde o povo representa seus irmãos mais novos e ele, desconhecendo o papel de pai, age como o irmão mais velho que, fingindo entender a vontade do pai, oprime os irmãos mais novos para que estes se mantenham na linha."
devo acrescentar que a vontade do pai seria toda a ideologia marxista-comunista e o Fidel Castro se vê neuroticamente, em suas fantasias, como a reencarnação desses ideais capaz de compreendê-los em toda a sua amplitude de modo que assim justifica o seu poder absoluto diante de sua consciência deturpada e dos demais que o apóiam.
December 22, 2007

L. Brown said: _

  "Se eu fosse Lula”
ECOW!
Jamais. nunca. cogite. uma. coisa. dessas.
December 23, 2007 | url

PEDRO FRANÇA said: _

  E aí, João Labrego, aqui é o seu antigo colega USPiano te achando novamente.
Como vai a vida ?
Concordo em parte com o seu comentário sobre o Fidel mas...está meio tarde, vou dormir.
Qual é o seu e-mail mesmo ?
July 16, 2008
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Atualizado em ( 20-Dec-2007 )
 
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