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Aquecimento Global para Play Station 3 criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
Classificação: / 17
PiorMelhor 
Escrito por João Paulo Montandon   
15-Oct-2007
 “Papai, quero bonequinhos do Al Gore”, palavras que algum garotinho logo estará lamuriando aos pais. Por quê? Fácil. A nova onda pop que está fazendo o maior sucesso pelo mundo inteiro em escala jamais vista; um verdadeiro show business que custa bem barato ou quase nada para ser assistido de camarote. Espetáculo deslumbrante que pode ser acompanhado pelo público aberto mundial; censura livre e sem restrições.

Basta a simples ação de apertar o botão que liga a TV em busca de noticiários (que irão tratar de questões climáticas), ou então será mais que suficiente a ociosidade de abrir um jornal (como o diarinho da matina). E quase vou me esquecendo de mencionar entradas ao cinema (bom, isso já não é de graça, mas é barato), e agora já nas vídeo locadoras em DVD.Talvez por aqui venha a virar um sucesso entre a criançada no ramo musical como temática para o Planeta Xuxa, já que a milionária e rainha dos baixinhos não poderia deixar de dar um caloroso e quente abraço no pop star do século XXI, tio Al. Para os mais sérios e CDFs, já nas livrarias o best seller cinematográfico An Inconvenient Truth pra ninguém botar defeito, de autoria do mesmo titio das massas. E quem fez turnê mundial com ingressos para o Live Earth que começou no Aussie Stadium em Sydney, passando por Tokyo e Shangai, rumando após para Johannesburgo, depois Hamburgo para finalmente sambar na Copacabana Beach, sem esquecer East Rutherford (New Jersey), Washington e Londres? Sim, trata-se do show business do Aquecimento Global.

Agora é só sentar e esperar pelo lançamento de sua versão game para o preenchimento do mercado e da indústria de jogos virtuais; de preferência um que saia para o console do tão prestigiado Play Station 3. Não creio que a Nintendo venha a se interessar por algo que vá exigir uma capacidade para além do público infantil, pois que sua linha de jogos marcantes incluem os divertidíssimos e clássicos Super Mario Bros, Donkey Kong, Zelda, Mega Men, dentre outros que marcaram uma época no ramo do entretenimento desta natureza. Não, isso é empreitada para a Capcom produzir jogos para o console da Sony (playstation), a mesma responsável por criar ótimos games febris como o apreensivo (agora cinematográfico) Resident Evil. A Konami também poderia ser uma boa opção, a mesma que produziu Silent Hill (também em sua versão hollywoodiana), ou mesmo a Squaresoft a criadora do assombroso Parasite Eve. A Square Enix, produtora de Final Fantasy (também filmado) poderia ser uma boa opção na linhagem de uma produção fantasiosa que cairia muito bem como foco temático para aquecimento global em sua versão game. Enfim, todo um rol de produtoras que poderiam postular em transformar o bicho papão do tio Al em realidade virtual para o aclamado novo console da playstation, responsáveis por tantos outros jogos que temperam toda uma temática sob climas de suspense, fantasia, terror, desastres e cenas bombásticas (ingredientes perfeitos para darem vida ao Apocalipse do Global Warming). Voto para as duas primeiras, pois são dois grandes gigantes na febre dos videogames. Mas embora a Activision fosse uma boa pretendente para jogos estratégicos na linhagem da série Civilization, o programador e designer Sid Meier parece ter realmente gostado da idéia de um clima terrestre ser incontestavelmente guiado pela quantidade de CO2 emitido por uma civilização que alcançasse a prosperidade.

Eu, pessoalmente, adoro todos estes divertidos jogos e acredito na capacidade criativa dessas produtoras de games vinculadas ao console do PS3, bem como na possibilidade do lançamento deste grande sucesso mundial em sua versão virtual (o que não altera muito sua essência original). “Great Warming Business” ou “Goreball Heating” são bons títulos para inaugurar o console.

Já é possível imaginar o estouro; sucesso de primeira. Em “Great Warming Business” você poderá jogar com “Al Goro” e controlar no ramo político toda a burocracia empregada mundialmente para gerenciar a propaganda cataclísmica do Aquecimento Global. Com ele você deverá impedir que seus principais inimigos, os cientistas céticos, influenciem as camadas populares leigas com seus argumentos contrários e tentar desta forma sempre atrair grandes verbas para serem investidas em sua própria influência política e na burocracia planetária dirigente do caloroso show business planetário. Você poderá com ele, auxiliado pelos Democratas sempre que necessário, utilizar da pressão política contra esses grupos céticos para forçar seu silêncio ou seu consentimento, selecionando o “modo trapaça” (cheat mode) disponível logo no menu inicial do jogo. Você poderá escolher ainda ser um agente da ONU trabalhando no IPCC: seus objetivos serão coletar argumentos científicos dos cientistas climáticos céticos e transfigurá-los para o texto em sua versão catastrófica definitiva do aquecimento global. Você poderá ainda jogar com grupos não governamentais responsáveis por criar diversas ONGs para levar a palavra apocalíptica da iminência catastrófica do aquecimento global; fomentar a massificação da fé aquecida, combater a heresia conservadora capitalista e ainda incitar o calor das massas contra empresas, fábricas ou produtores do ramo industrial. Ou, então, você poderá escolher algumas elites globalistas do liberalismo cosmopolita e esquerdista, compostas por famílias bilionárias como as de Henry Ford ou os Rockefellers, responsáveis por aplicar suas inesgotáveis verbas onde houver melhor retorno nos estertores da burocracia planetária globalista ou do aquecimento global. O jogo seguirá uma desenvoltura estratégica ao estilo de Age of Empires e Civilization (jogos para computador), mas aderindo ao suspense e terror de Resident Evil e Silent Hill.

Já em “Goreball Heating” você será um faz-tudo a serviço da burocracia planetária, à medida que esta lhe requisitar o cumprimento de uma missão em um determinado centro urbano, visando a desconstrução dos valores conservadores, onde quer que eles prevaleçam. O jogo seguirá a linhagem crime adventure do clássico GTA, no qual um criminoso percorre as ruas de uma cidade americana como mercenário de grupos criminosos em busca de dinheiro e status. Em “Goreball Heating” você será responsável por favorecer a Igreja Climática do aquecimento global, realizando empreitadas destrutivas para grupos da esquerda internacional buscando a corrosão do conservadorismo.

Bom, agora é só esperar pela próxima Electronic Entertainment Expo (E3), a maior feira de jogos virtuais já existente e ver se a modinha apocalíptica também pega no mundo dos consoles. É esperar pra ver.

Quem se importa se essa estória de Aquecimento Global é novela ou cruzada para a conversão em massa, que visa a manipulação eleitoral (não só nos Estados Unidos pelos Democratas) a favor da esquerda mundial organizada ou que busca minar valores nacionais conservadores buscando, tendo em mente uma cosmopolitização cultural solidária ao “governo mundial” da ONU. Não importa se o ramo do Aquecimento Global é uma imensa indústria que dá emprego a milhões de pessoas e financia mídias, jornais, revistas, shows, cinema, cultura, economia, ciência, política e entretenimento. Pouco vale se há dinheiro investido para criar pânico e histeria ou se é um projeto cultural para forjar uma mentalidade mundial educada que corrobore com uma ética e uma moral comunista (morta por natureza, mas não extinta) composta por tribos pacifistas, ecoterroristas, anti americanas (para a desconstrução do ocidente pela asfixia do development de sua economia desmoralizada pelo evangelho climático de Al Gore). A consolidação do império do crime de Dr. Mabuse não é importante, pois um bom negócio tem mil e uma utilidades.

Os hereges, pecadores, blasfemadores da santa Igreja Climática Dr. Richard Lindzen, o professor Tim Ball (dept. de Climatologia da Universidade de Winnipeg), professor Nir Shaviv (Instituto de Física da Universidade de Jerusalém), prof. Ian Clark (dept. de Ciências da Universidade de Ottawa), Dr. Piers Corbyn, prof. John Christy, prof. Phillip Stott (dept. de Biogeografia da Universidade de Londres), prof. Paul Reiter (Pasteur Institute), Dr. Roy Spencer (NASA), prof. Patrick Michaels (dept. de Ciência Ambiental da Universidade de Virginia), Nigel Calder, Syun-Ichi Akasofu (Diretor do Centro de Pesquisa Internacional Ártica), prof. Frederick Singer (Diretor do Serviço Climático Nacional dos Estados Unidos), Paul Drissen, e outros pagãos, todos são inimigos da fé e da ortodoxia e todos levantam uma importante questão: por que suas palavras são de acesso restrito e não são divulgadas pela mídia como parte de uma discussão ainda não definitiva como a mudança climática pelo CO2 ou o próprio efeito estufa? O que vale é somente o que o New Iorque Times, a CNN e a BBC têm a mostrar. Por isso é fácil compreender porque um documentário como The Great Global Warming Swindle , com participação de todos estes cientistas, não ganhou seu lugar nos cinemas como teve o sucesso de bilheterias An Inconvenient Truth da estrelinha da hora, tio Al.

Que se danem também Jeremy Bentham, David Hume, William Godwin, James Mill, John Stuart Mill, Richard Hare e suas filosofias utilitaristas. Desta vez tio Al e seus funcionários da burocracia climática com suas carteirinhas liberais esquerdistas não poderão escapar delas. Mas só desta vez em que o lema principal de sua propaganda e marketing será o da “maior conformação para o maior número de pessoas” .

Não importa os bastidores, o que vale é o espetáculo. Aquecimento global para Play Station 3, um merchandise integrado à pregação apocalíptica do show business climático.


1 The Great Global Warming Swindle, disponível em: http://www.channel4.com/science/microsites/G/great_global_warming_swindle/index.html, acesso em: 3 de outubro de 2007.

 

i Pelo menos alguma realidade teria essa estória.

ii O autor sínico se refere ao enfraquecimento da nação-estado frente o fenômeno da globalização do século XX em promover sua corrosão pelo cosmopolitismo transnacional, empenhado por agentes bilionários em conjunto com a esquerda internacional organizada politicamente para solapar bases nacionais com o “governo mundial” forçado pela ONU.

iii Personagem fictício criado por Norbert Jacques, levado aos cinemas pelo diretor austríaco Fritz Lang no começo da década de vinte.

iv “A maior felicidade para o maior número de homens” é a máxima utilitarista.



 

Comentarios (7) >> feed

Guilherme Macalossi said: _

  E quando o jogador zerar o game, ganhará um prêmio Nobel da Paz como recompensa.
October 15, 2007

Edgard Freitas said: _

  "Gore" também seria um bom título para um videogame bem sanguinolento.....
October 16, 2007

João da Rocha Labrego said: _

  No século passado (século XX) difundiu-se a crença no fim do mundo nos meios religiosos. Afirmava-se que o mundo acabaria em fogo no ano 2000.
Muita gente, em função do medo que essa crença despertava, voltou-se para a religião e deixou de fazer muitas coisas na vida, principalmente viver da maneira que tivesse vontade.
A direita, então no poder, nunca se incomodou com as implicações que esse tipo de crença teria sobre a sociedade e, portanto, nunca se ocupou de desmistificar essa crença, já que a mesma era útil para manter a lei e a ordem.
A esquerda, representada pelos jovens comunistas dos anos 60, sempre tripudiou sobre as crenças religiosas da direita e, enquanto as pessoas de bem, temerosas de um possível fim de mundo, se esforçavam para merecerem um lugar no reino de Jesus, os esquerdistas fumavam seus baseados e curtiam a toda o sexo livre. Enfim, eram modelos de comportamento bastante invejados pelos demais jovens da direita que eram reprimidos em suas vontades através do temor religioso e outros mais.
A crença no fim do mundo justificava uma vida regrada e sem muitas liberdades e até mesmo infeliz. Afinal, sofria-se aqui para se gozar depois e eternamente ainda. Aí sim, iríamos dar bastante risada e nos sentir bastante gratificados ao ver esses boas-vidas dos esquerdistas sofrendo enquanto estávamos gozando.
Infelizmente ou felizmente, o ano 2000 passou e nada de fim de mundo. Que droga! Quantas coisas deixamos de fazer na vida e quanta inveja sentimos dos boas-vidas por causa dessa crença e outras mais idiotas ainda.
A frustração foi geral. A esquerda, como não poderia deixar de ser, tinha que inventar algo novo para essa gente continuar vendo-a como referencial de boa-vida e bem-viver.
Com o desmoronar da crença religiosa no fim do mundo, algo aparentemente inconsciente aconteceu na população: a esquerda sempre esteve certa. Enquanto nós idiotas nos matávamos para manter as engrenagens do progresso funcionando eles que estavam certos em gozar a vida e mostrar a língua para aqueles ditadores de araque da vida alheia.
Então, os esquerdistas tiveram a excelente idéia de pegar esse mito religioso e transformá-lo em outro mito, agora pseudo-científico. É claro que a religião se viu bastante desmoralizada e perdeu muito de seu poder de persuasão sobre os fiéis.
Hoje, se as simpatias populares se voltaram para a esquerda não é sem motivo. Tanto a direita como a esquerda se acusam mutuamente de mentirosas. Oras, com quem está a verdade? Para mim não está com nenhum dos dois. Eu tenho a minha consciência para guiar a minha vida. Felizmente, sem ser esquerdista, consegui me manter nos eixos naquilo que me interessava sem precisar de religião para isso, apesar de minha mãe ter sido religiosa e meu pai ateu.
Inclinei-me mais para o lado paterno em matéria de religião pois se a igreja católica já prega algumas bobagens imaginem o que uma igreja protestante pregava naquela época. Eu que o diga pois tinha que ir para a igreja de minha mãe senão apanhava feio.
Bem, a esperteza da esquerda a nível mundial foi o de ter se aproveitado dessa grande falha da religião. Uma das coisas que eu considero errado nas igrejas é o fato de as mesmas fazerem profecias objetivas com dia, mês e ano marcados. Com isso ela acabou criando o argumento pelo qual ela seria desmoralizada e destruída.
Eu até suspeito que a divulgação dessa crença nos meios religiosos se deu através de esquerdistas infiltrados que, pouco a pouco, ganhando a confiança dos fiéis, foram alardeando essas falsidades para o povo ter com o que se desiludir e com isso, abrir mão de sua fé religiosa.
Pensem bem... A vida que a esquerda vivia sempre nos causou inveja. À muito custo nos mantinhamos nos caminhos estreitos da direita. Imagine agora que esses mesmos esquerdistas chegaram ao poder e estão se locupretando no nosso tão suado e sacrificado dinheirinho.
É doloroso para nós ver isso. O fim do mundo chegou sim mas quem gozou não fomos nós. Foram os pecadores. Que raiva!
Bem... Espero que esse comentário em forma de desabafo mexa com os brios de vocês pois temos que admitir os nossos sentimentos em relação à tudo isso que aconteceu. Muitas vezes queremos convencer as pessoas de nossas idéias mas não são nossas idéias que convencem as pessoas e sim, nossos argumentos carregados de emoção e sentimentos. Isso a esquerda aprendeu a fazer muito bem pois o Lula, volta e meia, derrama suas lágrimas de crocodilo diante das câmaras.
A direita precisa parar de ser esnobe e mostrar seus sentimentos mesmo os mais abjetos.
Tentem fazer um discurso diante de um povaréu argumentando racionalmente. Todo mundo dorme. Agora tentem fazer um discurso bastante carregado de indignação e revolta. O povaréu logo vai se sentir revoltado e indignado contra tudo aquilo que você deseja que ele se sinta indignado e revoltado.
Abraços.
October 16, 2007

João da Rocha Labrego said: _

  A similaridade entre o fim do mundo religioso e o fim do mundo pseudo-científico é tão grande que a minha suspeita quase se confirma.
A religião pregava um fim do mundo através de uma chuva de fogo lançada por Deus. A esquerda argumenta que o fim do mundo será causado pelo aquecimento global provocado por... pasmem... por nós.
Sim. Nós que deixamos de nos divertir como eles para construir com nosso sacrifício o progresso desse país. Nós que acreditamos que os bons seriam salvos e os maus castigados. Enfim, ainda por cima somos responsáveis pelo pseudo fim do mundo que eles alardeiam com tanta autoridade.
Não é a toa que estamos usando nariz de palhaço para protestar contra os desmandos políticos que estão assolando o país.
De qualquer forma os dois fins de mundo se equivalem pois os dois aludem a fogo, um provocado por Deus, outro pelo homem, principalmente os homens da direita.
Abraços.
October 16, 2007

amyr said: _

  é sempre bom saber que existem mais "hereges" do que imaginava.
October 16, 2007

João Paulo Montandon said: _

  zerando "Goreball Heating" o jogador poderá se tornar um respeitado VJ da MTV ou tornar-se um democrata "duas caras" como Harvey Dent smilies/grin.gif
October 16, 2007 | url

jocker said: _

  ah, vao se foder!
January 11, 2008
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Atualizado em ( 24-Oct-2007 )
 
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