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Classificação: / 6
PiorMelhor 
Escrito por João Paulo Montandon   
12-Nov-2007
 Concomitantemente à “impotência estatal voluntária” para o fortalecimento de tais forças, cada vez mais algozes contra a paz social, está a falácia do enfraquecimento da segurança da população em geral pelo estabelecimento da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003 (regulamentada pelo Decreto 5.123 de 01 de julho de 2004), conhecida como Estatuto do Desarmamento. Desarmada a população, privando-a da defesa contra a vida e a propriedade privada, e exaurindo a responsabilidade do poder-dever do Estado para com a seguridade pública, oito anos de petismo (inclua-se mais os dez anos de Foro de São Paulo) serão mais que suficientes para amamentar forças subversivas organizadas na infra-estrutura do país para finalmente solidificar os alicerces do comunismo. Todas as teses elaboradas do III Congresso do PT são diretrizes para orientar o partido neste sentido.

 

As atuações do PCC e a indiferença na apuração do acidente do Airbus A320 da TAM Express em Congonhas marcam o descaso do governo para com a segurança dos brasileiros. Nisso, quando o caos atingir proporções insuportáveis, seja pelo crime ou por convulsões sociais, a supremacia do Estado comunista terá se solidificado – etapa em que o governo federal do “socialismo petista” terá influência sobre (quase) toda a infra-estrutura do país (basta um estudo completo das teses elaboradas no III Congresso do PT para se prever isso). Será o momento em a performance imperial de suas estruturas públicas destinar-se-ão para a realização de todas as nomenklaturas “sociais” invocadas, por vias do vasto aparato estatal estabelecido e constituído por inúmeras repartições, órgãos, ministérios, secretarias e empresas públicas, movimentando-se através da corrupção facilitada e supridas por impulsos tributários.

Um segundo elemento da estratégia petista vem de certa forma vinculado ao marketing populista do brado “com a força do povo”. O que seria esta força popular a qual o Partido dos Trabalhadores se apóia e fez de sua propaganda eleitoral o carro chefe de seu partido? Bem, o Brasil é um país em desenvolvimento e possui ainda muitos pobres, por isso não há habitat melhor para os ratos de esquerda agirem. Desestabilizadas na pobreza são facilmente manobráveis, pois facilmente se deixam embriagar pelas promessas da igualdade de fato.

Mas para o sucesso desta conscientização coletiva é preciso, sobretudo, proteger a pobreza para que seja ludibriada pela propaganda populista e assim jogá-la para a desestabilização da ordem. Portanto é preciso que o Estado se faça ausente perante a atuação de organizações criminosas e subversivas, destituindo ainda os meios de legítima defesa da população desarmada. Mantendo a pobreza nas massas o PT poderá contar com a maioria dos votos, e com o estímulo à desestabilização da ordem por movimentos sociais terá sempre o apoio de forças manobráveis visando interesses eleitorais ou partidários. Com a omissão perante organizações criminosas terá sempre o pretexto para o fortalecimento do Estado para a segurança (vide o Estatuto do Desarmamento).

A permissão ao direito de voto do analfabeto atende a este propósito (ou pelo menos a carapuça serviu). Com a promulgação da Emenda Constitucional número 25, de 15 de maio de 1985, e recepcionada pelo §1º do artigo 14 da nossa “Carta Magda” de 1988, o alistamento eleitoral e o voto passaram a ser facultativos aos analfabetos. Por isso, não é interesse do partido-estado incentivar a iniciativa privada para aprimorar a infra-estrutura do país – sobrando assim maiores verbas a serem destinadas ao ensino público ou para a segurança dos brasileiros. Brasileiros armados traria maior segurança, trazendo maior segurança o partido-estado não fortaleceria movimentos sociais, não os fortalecendo não poderia contar com forças ativistas e virulentas a seu favor (ou a favor do esquerdismo). Ensino público de qualidade não formaria analfabetos, não existindo analfabetos não haveria votos, não havendo esses votos o PT não estaria no poder. Aprimorando ambos os setores não haveria sobrecarga de funções administrativas, logo não existiria império público e farra congressista.

Em um debate para a reeleição o Senhor da Silva antecipou que “o alicerce está pronto, as paredes estão prontas, agora falta a madeira e o telhado.” Mas ele realmente quis dizer que oito anos de governo serão o bastante para maturar um engodo social fértil pronto para sindicalizar, badernizar e anarquizar as ruas demonstrando “com a força do povo” toda a virulência que aprenderão em pouco menos de uma década. Eis o projeto para a perpetuação do poder petista: um mosaico elaborado para a supremacia de uma mentalidade esquerdista e o conseqüente fortalecimento de um pretexto ideológico socialista, sob o qual o Partido dos Trabalhadores pudesse sempre retirar proveito para a perpetuação de sua influência política no processo eleitoral brasileiro, preparando assim um ambiente social favorável para o assento da burocracia vermelha, seja ela socialista, comunista ou lulista.

Contudo o que diferencia a malícia da esquerda e a inocência da direita brasileira é que os primeiros sabem manipular eleições munidos de uma estratégia ideológica socialista voltada para as massas em âmbito nacional, enquanto os últimos possuem um restrito e fragmentado consenso intelectual voltado essencialmente apenas para a economia – praticamente a única instância donde retiram seus argumentos contra um inimigo que difunde sua influência em toda infra-estrutura da sociedade. Esta é a advertência maior de Olavo de Carvalho aos que se dizem compor a Direita brasileira, mas ainda assim não vemos o PSDB-PFL denunciar o Foro de São Paulo, elaborar teses capitalistas ou unificar think-tanks conservadores e liberais para retirar do mel capitalista o sabor de jiló e do jiló socialista o sabor de mel. Enquanto esta Direita não se uniformizar numa rede de inteligência alocando a teoria e a prática de seus princípios e premissas em um consenso abrangente, não apenas em discussões econômicas, esta Direita será eternamente “maria-vai-com-as-outras” das massas ludibriadas e capacho daqueles que dão as cartas fora e dentro do poder. Dão as cartas porque são unificados, organizados, coordenados e possuem estratégias e táticas a curo e longo prazo baseadas num consenso ideológico uniformizado.

O excelente trabalho realizado pelo TFP, fundado em 1960, na grande São Paulo, tendo como ícone o nobre batalhador pelo conservadorismo brasileiro Plinio Corrêa de Oliveira, oferece ainda boas, porém modestas, esperanças quanto a uma fervorosa defesa patriótica pelas tradições culturais da nação brasileira esculpidas por nossa história. Apoiado em valores ocidentais, arregimentados no catolicismo judaico-cristão, luta pelo acautelamento destes valores serem implodidos pela burocracia libertária esquerdista. Mas assim como o TFP, o Farol da Democracia Representativa, o Instituto Liberdade, o Instituto Juventude pela Vida, o Movimento Viva Brasil é preciso que reações como a Passeata Nacional Ética Já – A Grande Vaia, de 29 de setembro deste ano, tornem-se partidárias e permanentemente institucionalizadas. A iniciativa merece aplausos, mas falta-lhe “alicerce, paredes, madeira e telhado”; falta-lhe perpetuação.

Mas aos poucos vamos aprendendo. O problema é a lentidão. Pulemos logo fora da panela e desliguemos o fogão, mas para isso é preciso que todos saibam que estamos sendo cozinhados. A água já está quente e continua esquentando, quase fervendo, mas ainda não chegou a seu ponto de ebulição.


 

*Nota: sobre o Foro de São Paulo, ver o espaço reservado no jornal eletrônico midiasemmascara.org, disponível em: http://www.midiasemmascara.com.br/editoria.php?id=8.

 

Leia a parte I desse artigo:  http://opequenoburgues.org/colunistas/jo%e3o_paulo_montandon/%22com_a_for%e7a_do_povo%22_--_uma_arquitetura_do_projeto_de_poder_petista_--_parte_i/

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Comentarios (2) >> feed

Anônimo said: _

  Uma explicação causal do esquerdismo nacional
Vocês já devem ter notado que em algumas famílias certos ódios se perpetuam de geração em geração através dos descendentes. No Nordeste era comum haverem duas famílias inimigas uma da outra por causa de algum desentendimento entre os tataravós dessas duas famílias.
A explicação desse fenômeno é simples, pois os sentimentos dos pais são absorvidos pelos filhos que, sem nem saber por que, passam a odiar o inimigo como se ele tivesse feito mal a eles e não a um antepassado.
Essa herança então passa de pai para filho, de modo que existem ainda algumas famílias brigando entre si até hoje sem nem saberem por que.
A respeito do meu comentário na primeira parte desse artigo vocês podem fazer uma idéia do ódio que se sentia pelos militares durante a ditadura militar e do quanto a mesma nos humilhou com sua idéia exagerada de masculinidade e virilidade soldadesca.
Aqueles que não tinham muita vocação para atos corajosos porque preferiam se desenvolver intelectualmente, sentiam-se frustrados e complexados por verem o seu jeito de ser tripudiado pelos valores vigentes de então.
Essas mesmas pessoas, intelectuais ou não, que se frustraram seja socialmente, amorosamente, familiarmente, profissionalmente, etc... sentem que os valores daquela época eram preconceituosos, desumanos e desagregadores da personalidade das pessoas.
Muitos pensam que a ojeriza do povo pela direita é um sentimento irracional. Não, não é. Aqueles que viveram e foram educados nessa época sofreram bastante preconceitos pois se acreditava que o ideal de homem era aquele submisso à autoridade e o errado sempre seria o indivíduo. Jamais a sociedade com seus valores tão nobres cheia de boas intenções da boca para fora.
Com isso, o socialismo (social=sociedade, ismo=excesso), ou seja, excesso de justiça social ganhou força em contraposição ao excesso de injustiça social.
As pessoas que não viveram nem foram educadas sob a ditadura militar, ou seja, as gerações a partir de 1985, perpetuaram essas mesmas revoltas de seus pais através do mesmo processo pelo qual os pais transferem seus ódios para os filhos, como citei a partir do primeiro parágrafo desse texto.
A inteligência sempre me indicou o melhor caminho, apesar de minha revolta em ter que obedecer a ordens que eu não compreendia e nem sequer faziam sentido para mim. O jeito foi me submeter às exigências do sistema e me tornar um neurótico a mais como tantos outros. Com isso, consegui me dar bem na vida, apesar de ter deixado muita coisa boa de lado o que no fundo ainda me magoa bastante.
Hoje, posso dizer em alto e bom tom que entre um general no governo e 200 Lulas eu sempre ficarei com os 200 Lulas. De qualquer forma, sempre se poderá achar um jeito de se ser feliz sob um governo de esquerda, mas no de direita só havia um único jeito.
November 14, 2007

Anônimo said: _

  Muitos pensam que a direita está adormecida. Não. Ela não está adormecida. Está sim, envergonhada dos desmandos que ela mesma provocou sob a justificativa de evitar-se um mal maior. Oras, seria muito mais adequado naquela época declarar uma guerra civil-militar contra os pretensos comunistas do que decretar um estado ditatorial por 20 anos. Muitas das coisas que os militares alegam ter feito pelo Brasil não passavam de crimes comuns que poderiam muito bem ser combatidos por ações policialescas. O que se fez foi atroz do ponto de vista moral, ético e por todos os ângulos possíveis.
Criou-se uma geração de gente neurótica. Haja psicólogos para tanta gente. O jeito é esperar toda essa gente morrer para se apagar essas tristes lembranças de nossa história. Enquanto o último desses ainda estiver vivo será necessário dar-se uma impressão de total democracia e liberdade para que essa gente possa se ver como normal e se aceitar não como realmente é e sim como se tornou.
Não pensem que essa libertinagem política é em vão. Ela tem muito a ver com os males psicológicos que a população adquiriu. Pior, essas neuroses são passadas de pais para filhos pois as pessoas que convivem com pessoas assim acabam se tornando co-neuróticas.
Um exemplo disso é o caso de uma família que descobre que um dos filhos é dependente de drogas. Toda a rotina familiar muda em função daquele filho. Após uns 2 anos de mudanças radicais no comportamento da família a fim de superar aquele problema, mesmo o problema tendo desaparecido, a família não consegue mais retornar ao comportamento normal de antes, ou seja, ela se desestruturou completamente,tornando-se co-dependente das drogas.
Alguns membros dessa família, não conseguindo mais viver sem um dependente de drogas para dar sentido ao seu comportamento atual, acabam entrando para entidades ou ONGs que ajudam drogados a se libertarem de seus vícios. Enfim, uma família que era tão feliz acaba se tornando uma família infeliz, pois não consegue mais retornar à alegria anterior ao problema.
Muitos filhos vão embora de casa, casamentos se desfazem, etc...
Conseguem compreender esse tipo de quadro familiar? Agora imaginem pais de hoje que apanharam de militares quando estudantes e não puderam exteriorizar a raiva, o ódio, a revolta que sentiam nessa época pois não tinham voz que os defendessem. Esse ódio foi transtornando a capacidade desse pai ser feliz e com isso ele construiu famílias infelizes. Os filhos, não entendendo o motivo da infelicidade familiar acabam por endossar as razões dos pais e terminam por sentir ódio dos militares. Em chegando na escola, a escola ainda endossa esse ódio e a sociedade também.
O que se esperar dessa geração de filhos? Torcer para que esse ódio se dissipe com a bondade e solidariedade governamentais para aqueles que sofrem, desmistificando assim o papel opressor do governo e pintando-o como amigo fraternal do povo.
Essa toda a lógica que resume a situação política atual. Não pensem que não existem pessoas inteligentes por trás de tudo isso que apenas deseja a paz social mas, quando esta for alcançada e a política atual perder seu sentido, aí sim, as coisas retornarão à sua normalidade democrática.
November 14, 2007
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Atualizado em ( 26-Nov-2007 )
 
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