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Classificação: / 9
PiorMelhor 
Escrito por João Paulo Montandon   
05-Nov-2007
 O Partido dos Trabalhadores não apenas representa uma forte instituição mediadora entre as poderosas forças comprometidas com a desintegração e a dissolução da ordem vigente, e algumas diligências voltadas para a economia de mercado, ministradas pelo Banco Central de Henrique Meireles. É um verdadeiro establishment para a perpetuação do poder por vias democráticas.

O presente artigo é uma exposição em linhas gerais acerca do real motivo condutor (leitmotiv) deste partido, cuja natureza e bagagem carregam consigo elementos predispostos a um grande projeto: a subversão. É um partido libertário que pretende destroçar o cristianismo e o capitalismo, portanto o conservadorismo e o (neo)liberalismo, pois são os principais obstáculos para o estabelecimento do bolor comunista, e o fará essencialmente por incentivos legais a estratos sociais a marcharem contra os mesmos.

Em outras palavras, o PT estabelece um liame entre o sistema de mercado e a subversão da ordem. Este delay é uma simples interpretação da influência gramscista em âmbito nacional e marxista em âmbito continental – o Foro de São Paulo* criado pelo PT em conjunto com Fidel Castro em 1990, como demonstra o filósofo Olavo de Carvalho, é um think-tank revolucionário destinado a organizar o comunismo em toda a América do Sul reunindo e coordenando, para este propósito, líderes populistas e facções comunistas guerrilheiras e revolucionárias – tais como a FARC colombiana, o MIR chileno, a FMLN, o MRTA, a ELN e o nosso MST. O projeto de poder petista, em âmbito nacional, baseia-se em Antônio Gramsci para a realização da influência socialista na esfera nacional ostentando as estratégias deste presidiário italiano para a supremacia da esquerda, cujos ensinamentos aconselham não a apropriação de grêmios agressivos ou ativistas, mas a posse dos meios de comunicação. Marx é utilizado como fórmula geral para reforçar a idéia da luta de classes entre “opressores” capitalistas, empregadores, empresários, grandes agricultores e o coitadismo dos “oprimidos” trabalhadores e analfabetos de baixa renda. Gramsci e Marx no Brasil servem para perpetuar a semântica de que é obrigação primeira e última do Estado promover o bem-estar social – eis então porque, no final, ganham os investidores públicos do executivo ao invocarem 37 ministérios e infinitos cargos públicos.

Coloque um sapo num recipiente com água em ebulição e ele pulará instantaneamente, mas coloque-o em água morna aumentando gradativamente sua temperatura, ele morrerá cozido. A metáfora explica perfeitamente como o sistema de liberdades de uma democracia é utilizado por agentes políticos organizados para cozinhar a sociedade sem que ela se dê conta do processo. Sem embargo, ela explica a essência do Partido dos Trabalhadores na sociedade democrática brasileira: a arquitetura de um projeto de poder destinado a perpetuar sua influência política (dentro ou fora do governo) com o fortalecimento da mentalidade esquerdista ao manipular a democracia para o amadurecimento progressivo da criminalidade pela insegurança, do analfabetismo, de movimentos e organizações sociais subversivas (ocupacional-invasoras, silvícolas, “quotistas”, “gaysistas”, feministas, abortistas, sindicalistas) e o boicote, claro, ao capitalismo.

Para melhor ilustrar, eis que o III Congresso do PT foi realizado para eliminar quaisquer dúvidas quanto a natureza subversiva do partido, apresentando claras propostas para a plena implementação do comunismo no Brasil, nomenklatura transfigurada para o termo que passou a ser chamado de socialismo petista (Vídeos, loc. cit.).

É esta a premissa maior da estratégia petista revigorada nestes oito anos de desgoverno: preparar e fomentar raízes subversivas na sociedade brasileira sob o mosaico da propaganda socialista e assim fortalecer a sigla com a supremacia da mentalidade esquerdista. São estas ingerências que respondem pelo abrigo e pela amamentação do crime organizado, do MST, do narcotráfico, da impunidade, da “sociologização” dos crimes hediondos, da legalização do aborto e das drogas, da inimputabilidade menor e silvícola, da incitação ao racismo à população de cor (estampado pela ministra Matilda Ribeiro) e de muitos outros turbilhões que ainda incluem a escolta legal ao homossexualismo enquanto movimento agitador.

Não há espaço suficiente para detalhar todos os hematomas petistas, porém de passagem convém realçar o compromisso ateísta do PT ao vermos o partido vender seu peixe a militantes homossexuais, tais como Luiz Mott (o João Pedro Stédile dos gays), e à abortistas feministas. O Projeto Lei nº 122/2006, em vias de ser aprovado, prevê pena de detenção de até três anos para quem apresentar ponto de vista moral, religioso ou psicológico contrário ao ponto de vista de homossexuais (inclua-se pedofilia). Já o Projeto Lei nº 6.418/2005, revisado pela relatora Janete Rocha Pietá em tramitação na Câmara dos Deputados, pretende reformular o art. 20 da lei 7.716/89, que define racismo e preconceito, adicionando o teor do art. 2º que inclui “negar, impedir, interromper, restringir religião e orientação sexual” (um aviso aos pais que pretendam nortear uma vida heterossexual com preceitos bíblicos cristãos aos filhos). O aborto já vem tendo sua legalização forçada, com a criação do PL 1.135/91 para a descriminalização da prática abortista de autoria do deputado Eduardo Jorge (PT/SP) e da deputada Sandra Starling (PT/MG). Portanto, a santificação ao homossexualismo e a defesa ao aborto são as vias adotadas pelo PT para a destruição do cristianismo judaico no Brasil.

Entretanto, num aspecto geral, o primeiro elemento desta estratégia petista para a perpetuação do poder por vias democráticas, vem a se consubstanciar no que chamarei de “impotência estatal voluntária”. Baseia-se na ausência de autoridade estatal perante os impetuosos movimentos desordeiros acima citados, exaurindo o poder-dever do Estado de suas responsabilidades viscerais perante a manutenção da segurança, paz e a ordem. Para isso o elemento autoridade precisa ser necessariamente substituído pelo elemento sociologia, cujo campo atua para desmoralizar ou não legitimar o poder-dever do Estado perante a desordem. Os sociólogos, em geral, desprendem muito esforço em reflexões sociais acerca de uma atuação “mais humana” das instituições políticas (por isso a redução da menoridade penal é combatida, para que aberrações delinqüentes possam se tornar psicopatas impunes, como os esquartejadores no caso do garoto João Hélio). São estes afagos que tiram criminosos do cárcere e apaziguam seus crimes hediondos.

Peguemos ainda como exemplo o MST, completamente desnudado pelo Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição , Família e Propriedade (TFP): o MST “em pouco tempo deu mostras abundantes de ser um pernicioso movimento anti-social”. E continua, “as reintegrações de posse concedidas em série pelos Tribunais bem mostram o caráter ilegal do esbulho possessório praticado pelo movimento invasor”. Isso prova como o judiciário, escravo desta Constituição missionária, se apresenta como tradutor da lei voltado para o favorecimento de organizações subversivas: “muitos governadores negam-se a cumprir essas ordens judiciais, ou então, protelam indefinidamente seu cumprimento”.

Com esses grupos desordeiros não se negocia, não se escolta, não se apazigua, mas se combate com rispidez e inflexibilidade, pois suas premissas partem de termos absolutos e apoiadas em objetivos por si mesmos inegociáveis. As vias democráticas são perigosas, pois seu sistema de liberdades infelizmente permitem que tais hospedeiros corroam suas instituições sorrateiramente.
Não nos deixemos enganar seja por Lula da Silva divergir miúdos com Hugo Chávez ou Evo Morales, seja pelo Der Spiegel tê-lo considerado “herói dos pobres, queridinho dos mercados financeiros”, pois o Partido dos Trabalhadores em si consiste tão somente em fazer o país deixar de engatinhar para dar passos maiores em direção ao master plan petista: atingir o modelo venezuelano de um Estado comunista pela estatização dos meios de produção (segundo eles, “socialização”).

 


Em Defesa da Unidade Nacional Ameaçada pelo MST, disponível em: http://www.lepanto.com.br/notTFP.html, acesso em: 13/05/2007. 

 

Leia a parte II desse artigo: http://opequenoburgues.org/colunistas/jo%e3o_paulo_montandon/%22com_a_for%e7a_do_povo%22_--_uma_arquitetura_do_projeto_de_poder_petista_--_parte_ii/ 

 

Comentarios (2) >> feed

Anônimo said: _

  Como se pode depreender deste artigo toda e qualquer ideologia quando colocada em prática desvia-se de seu discurso original que é belo e sublime.
Pretendo colocar em seguida o meu dilema pessoal, pois racionalmente sempre fui de direita, mas emocionalmente sempre fui um eterno revoltado sem saber exatamente com o quê, ou seja, o eterno rebelde sem causa.
Segue-se abaixo o que sinto realmente com relação à prática direitista que não corresponde àquilo que penso em relação a ela. Constitui-se o texto num trabalho de Ética e Cidadania que fiz na faculdade.
À medida que as informações surgem aos nossos olhos curiosos e atônitos através da INTERNET, quando se busca realmente algum tipo de informação que nos possa esclarecer sobre a realidade política, social e econômica em que vivemos, sentimo-nos desencantados diante de tantas ideologias às quais procuramos nos ajustar durante a vida a fim de parecermos normais aos olhos dos outros.
Apesar do desencanto que sentimos por termos acreditado que estávamos certos segundo a ideologia vigente em certa época e que sob outra ideologia somos considerados covardes e idiotas, o mais importante na INTERNET é que através da mesma tomamos contato com outras ideologias que alimentaram outras pessoas na mesma época e também atualmente.
A relatividade da ideologia dominante é patente devido à mesma servir a interesses que não fazem sentido para a maioria das pessoas, ou seja, nunca foi voltada para a felicidade social e individual do homem e sim, para algo abstrato chamado Ordem e Progresso não sei de quem.
Enfim, nada como descobrir com certo alívio de que estávamos errados ao julgar nosso próximo e a nós mesmos pelos conceitos de uma ideologia sem sentido prático para nossas vidas e que pregava o amor incondicional à Pátria sem esperar dela nada em troca, a não ser a satisfação do dever cumprido e o orgulho de morrer pela Pátria e viver sem razão.
Hoje, recém-saídos da hipnose ideológica que nos impuseram, percebemos que muito daquilo que era culturalmente aceitável do ponto de vista judaico-cristão foi usado como argumento ideológico para justificar a dominação imposta a nós. Os 10 mandamentos bíblicos foram de certa forma adaptados dando-nos a impressão de que Deus e Pátria eram a mesma coisa e vinham em primeiro lugar, pai e mãe vinham em segundo lugar e, conforme o juramento militar da época, no mesmo havia a cláusula de que deveríamos matar nossos pais se assim a segurança da Pátria o exigisse. Oras, que Pátria? Se um país precisa exigir isso de seus cidadãos não está na hora de afastar de nós este “Cale-se!” e mandar metaforicamente todos esses facínoras de volta ao lugar de onde vieram que é exatamente onde estão agora e de onde nunca deveriam ter saído: aquartelados, sem dar um pio e ainda por cima levando porrada de todos os lados?
Apesar do milagre econômico de então que a direita usa para justificar a necessidade do uso da força em prol da Ordem e Progresso, o que me lembro daquela época apenas desdoura tal pretensão. Havia sim, muita fome nos lares brasileiros, inclusive em São Paulo e periferia.
November 12, 2007

Anônimo said: _

  Quem perdesse o emprego naquela época era tachado de vagabundo pois o patrão sempre estaria coberto de razão, cabendo ao trabalhador engolir o seu orgulho e sua dignidade a fim de se submeter como um soldado às ordens de seus superiores. Caso contrário, seria sumariamente executado, metaforicamente, através da demissão do emprego, o que logo de imediato já o tornava um pária social justificando assim todos lhe voltarem as costas. Afinal, se os soldados agüentavam o duro treinamento militar por que o povo também não deveria agüentar? Devemos levar em consideração que muitos dos militares de então optaram por essa profissão. O povo não tinha escolhido essa carreira profissional e sim outra qualquer que mais lhe apetecia. Na mentalidade deles eles queriam transformar o Brasil numa enorme CASERNA. Enfim, em nada a direita nos ajudou e agora se ressente da vitória e do sucesso da esquerda que vem ganhando cada vez mais adeptos e apoio popular.
Com tudo isso, a INTERNET se tornou um instrumento de emancipação do homem, pois tornando-o consciente dos mecanismos pelos quais uma ideologia é construída e divulgada o indivíduo relutará bastante em aderir à qualquer tipo de ideologia, preferindo viver em contato permanente com seus conflitos interiores em relação à realidade idealizada por terceiros, a fim de solucionar estes mesmos conflitos mais a frente, do que procurar resolvê-los adotando comportamentos neuróticos que nada mais são do que tentativas desesperadas de se ajustar à uma roupa que não lhe serve, nunca serviu e nunca servirá.
Concluindo: o fim das ideologias é inevitável ou pelo menos a sua influência sobre a cultura. Cada homem será livre para escolher seu próprio destino e será imune às pressões sociais que o meio impõe para a tomada de uma posição desfavorável às suas ambições e desejos. Os valores universais da vida tornar-se-ão cada vez mais os orientadores de nossas ações em detrimento de interesses político-econômicos que não são os nossos.
A liberdade, apesar de ser um bem inalienável e desejável, assusta àqueles que ainda são dominados ideologicamente. Por isso, na sociedade, cada vez mais o povo percebe uma certa hipocrisia no sentido de que certas pessoas apenas aparentam sofrimento com a situação social e econômica enquanto às ocultas se locupretam nas benesses da ideologia vigente.
Aqueles que desejarem viver em liberdade de consciência e pensamento precisarão desenvolver um comportamento social que não ofenda àqueles que ainda permanecem na cegueira ideológica dominante sob pena de serem anatematizados por eles, afinal, a ideologia ainda é um instrumento útil para manter a paz social e, se não fosse através dela, como justificaríamos a necessidade que temos de obedecer à outra pessoa que nem sequer fala a mesma língua da gente e que além de tudo, ainda tripudia sobre nossos valores morais e sociais mais oriundos de neuroses coletivas do que de necessidades concretas?
November 12, 2007
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Atualizado em ( 12-Nov-2007 )
 
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