
O Partido dos Trabalhadores não apenas representa uma forte instituição mediadora entre as poderosas forças comprometidas com a desintegração e a dissolução da ordem vigente, e algumas diligências voltadas para a economia de mercado, ministradas pelo Banco Central de Henrique Meireles. É um verdadeiro
establishment para a perpetuação do poder por vias democráticas.
O presente artigo é uma exposição em linhas gerais acerca do real motivo condutor (leitmotiv) deste partido, cuja natureza e bagagem carregam consigo elementos predispostos a um grande projeto: a subversão. É um partido libertário que pretende destroçar o cristianismo e o capitalismo, portanto o conservadorismo e o (neo)liberalismo, pois são os principais obstáculos para o estabelecimento do bolor comunista, e o fará essencialmente por incentivos legais a estratos sociais a marcharem contra os mesmos.
Em outras palavras, o PT estabelece um liame entre o sistema de mercado e a subversão da ordem. Este delay é uma simples interpretação da influência gramscista em âmbito nacional e marxista em âmbito continental – o Foro de São Paulo* criado pelo PT em conjunto com Fidel Castro em 1990, como demonstra o filósofo Olavo de Carvalho, é um think-tank revolucionário destinado a organizar o comunismo em toda a América do Sul reunindo e coordenando, para este propósito, líderes populistas e facções comunistas guerrilheiras e revolucionárias – tais como a FARC colombiana, o MIR chileno, a FMLN, o MRTA, a ELN e o nosso MST. O projeto de poder petista, em âmbito nacional, baseia-se em Antônio Gramsci para a realização da influência socialista na esfera nacional ostentando as estratégias deste presidiário italiano para a supremacia da esquerda, cujos ensinamentos aconselham não a apropriação de grêmios agressivos ou ativistas, mas a posse dos meios de comunicação. Marx é utilizado como fórmula geral para reforçar a idéia da luta de classes entre “opressores” capitalistas, empregadores, empresários, grandes agricultores e o coitadismo dos “oprimidos” trabalhadores e analfabetos de baixa renda. Gramsci e Marx no Brasil servem para perpetuar a semântica de que é obrigação primeira e última do Estado promover o bem-estar social – eis então porque, no final, ganham os investidores públicos do executivo ao invocarem 37 ministérios e infinitos cargos públicos.
Coloque um sapo num recipiente com água em ebulição e ele pulará instantaneamente, mas coloque-o em água morna aumentando gradativamente sua temperatura, ele morrerá cozido. A metáfora explica perfeitamente como o sistema de liberdades de uma democracia é utilizado por agentes políticos organizados para cozinhar a sociedade sem que ela se dê conta do processo. Sem embargo, ela explica a essência do Partido dos Trabalhadores na sociedade democrática brasileira: a arquitetura de um projeto de poder destinado a perpetuar sua influência política (dentro ou fora do governo) com o fortalecimento da mentalidade esquerdista ao manipular a democracia para o amadurecimento progressivo da criminalidade pela insegurança, do analfabetismo, de movimentos e organizações sociais subversivas (ocupacional-invasoras, silvícolas, “quotistas”, “gaysistas”, feministas, abortistas, sindicalistas) e o boicote, claro, ao capitalismo.
Para melhor ilustrar, eis que o III Congresso do PT foi realizado para eliminar quaisquer dúvidas quanto a natureza subversiva do partido, apresentando claras propostas para a plena implementação do comunismo no Brasil, nomenklatura transfigurada para o termo que passou a ser chamado de socialismo petista (Vídeos, loc. cit.).
É esta a premissa maior da estratégia petista revigorada nestes oito anos de desgoverno: preparar e fomentar raízes subversivas na sociedade brasileira sob o mosaico da propaganda socialista e assim fortalecer a sigla com a supremacia da mentalidade esquerdista. São estas ingerências que respondem pelo abrigo e pela amamentação do crime organizado, do MST, do narcotráfico, da impunidade, da “sociologização” dos crimes hediondos, da legalização do aborto e das drogas, da inimputabilidade menor e silvícola, da incitação ao racismo à população de cor (estampado pela ministra Matilda Ribeiro) e de muitos outros turbilhões que ainda incluem a escolta legal ao homossexualismo enquanto movimento agitador.
Não há espaço suficiente para detalhar todos os hematomas petistas, porém de passagem convém realçar o compromisso ateísta do PT ao vermos o partido vender seu peixe a militantes homossexuais, tais como Luiz Mott (o João Pedro Stédile dos gays), e à abortistas feministas. O Projeto Lei nº 122/2006, em vias de ser aprovado, prevê pena de detenção de até três anos para quem apresentar ponto de vista moral, religioso ou psicológico contrário ao ponto de vista de homossexuais (inclua-se pedofilia). Já o Projeto Lei nº 6.418/2005, revisado pela relatora Janete Rocha Pietá em tramitação na Câmara dos Deputados, pretende reformular o art. 20 da lei 7.716/89, que define racismo e preconceito, adicionando o teor do art. 2º que inclui “negar, impedir, interromper, restringir religião e orientação sexual” (um aviso aos pais que pretendam nortear uma vida heterossexual com preceitos bíblicos cristãos aos filhos). O aborto já vem tendo sua legalização forçada, com a criação do PL 1.135/91 para a descriminalização da prática abortista de autoria do deputado Eduardo Jorge (PT/SP) e da deputada Sandra Starling (PT/MG). Portanto, a santificação ao homossexualismo e a defesa ao aborto são as vias adotadas pelo PT para a destruição do cristianismo judaico no Brasil.
Entretanto, num aspecto geral, o primeiro elemento desta estratégia petista para a perpetuação do poder por vias democráticas, vem a se consubstanciar no que chamarei de “impotência estatal voluntária”. Baseia-se na ausência de autoridade estatal perante os impetuosos movimentos desordeiros acima citados, exaurindo o poder-dever do Estado de suas responsabilidades viscerais perante a manutenção da segurança, paz e a ordem. Para isso o elemento autoridade precisa ser necessariamente substituído pelo elemento sociologia, cujo campo atua para desmoralizar ou não legitimar o poder-dever do Estado perante a desordem. Os sociólogos, em geral, desprendem muito esforço em reflexões sociais acerca de uma atuação “mais humana” das instituições políticas (por isso a redução da menoridade penal é combatida, para que aberrações delinqüentes possam se tornar psicopatas impunes, como os esquartejadores no caso do garoto João Hélio). São estes afagos que tiram criminosos do cárcere e apaziguam seus crimes hediondos.
Peguemos ainda como exemplo o MST, completamente desnudado pelo Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição , Família e Propriedade (TFP): o MST “em pouco tempo deu mostras abundantes de ser um pernicioso movimento anti-social”. E continua, “as reintegrações de posse concedidas em série pelos Tribunais bem mostram o caráter ilegal do esbulho possessório praticado pelo movimento invasor”. Isso prova como o judiciário, escravo desta Constituição missionária, se apresenta como tradutor da lei voltado para o favorecimento de organizações subversivas: “muitos governadores negam-se a cumprir essas ordens judiciais, ou então, protelam indefinidamente seu cumprimento”.
Com esses grupos desordeiros não se negocia, não se escolta, não se apazigua, mas se combate com rispidez e inflexibilidade, pois suas premissas partem de termos absolutos e apoiadas em objetivos por si mesmos inegociáveis. As vias democráticas são perigosas, pois seu sistema de liberdades infelizmente permitem que tais hospedeiros corroam suas instituições sorrateiramente.
Não nos deixemos enganar seja por Lula da Silva divergir miúdos com Hugo Chávez ou Evo Morales, seja pelo Der Spiegel tê-lo considerado “herói dos pobres, queridinho dos mercados financeiros”, pois o Partido dos Trabalhadores em si consiste tão somente em fazer o país deixar de engatinhar para dar passos maiores em direção ao master plan petista: atingir o modelo venezuelano de um Estado comunista pela estatização dos meios de produção (segundo eles, “socialização”).
Em Defesa da Unidade Nacional Ameaçada pelo MST, disponível em:
http://www.lepanto.com.br/notTFP.html, acesso em: 13/05/2007.
Leia a parte II desse artigo: http://opequenoburgues.org/colunistas/jo%e3o_paulo_montandon/%22com_a_for%e7a_do_povo%22_--_uma_arquitetura_do_projeto_de_poder_petista_--_parte_ii/
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