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Sobre Cuidar do Próprio Nariz criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
Classificação: / 31
PiorMelhor 
Escrito por Edgard Freitas   
07-Feb-2007
 Recentemente, descobri que a Rapper “Negra Li” fez cirurgia plástica no nariz. Até aí, algo absolutamente irrelevante, pois não gosto de Rap e não conheço a Negra Li. Depois, descobri que o Movimento Negro não aprovou a cirurgia plástica da Negra Li. Ora, pensei cá com meus botões, que eu saiba quem tem que aprovar ou não uma cirurgia plástica e gostar ou não do resultado é a própria Negra Li e, eventualmente, seus pais. Mas não. Descobri que o Movimento Negro também pode palpitar sobre narizes alheios.

 

Mara Ribeiro, coordenadora do “Fórum Nacional de Mulheres Negras”, afirmou que a mulher negra tem que se achar bonita como realmente é. Disse ainda que “Ao afinar o nariz para agradar à sociedade, ela acaba negando suas origens”.

Ora bolas. Que história é essa? Ela não pode ficar insatisfeita com o próprio nariz só para não desagradar o AfrikaKorps da Militância Afro? Entre agradar a si própria e agradar ao Movimento Negro, alguém tem dúvidas do que a Sra. Mara Ribeiro espera que Negra Li faça?

E essa de “negar as origens”? Por acaso algum “Fórum Nacional de Mulheres Brancas” sai por aí reclamando das levas de meninas loirinhas que aderem ao Dreadlock? Por que ninguém sapateia quando mulheres brancas negam sua “branquitude” com sessões de bronzeamento artificial e silicone nos glúteos? Por acaso os descendentes de nórdicos deveriam deixar a barba crescer até o peito, só para não esquecerem suas origens vikings? Alguém aí do movimento negro já reclamou que essa turma do Hip-Hop e do Rap estão tocando música tipicamente ocidental, ao invés de bater atabaque?

A Sra. Mara Ribeiro acha que a mulher negra tem que se achar bonita como realmente é. Se, eventualmente, o “ser como realmente é” implique em dentes tortos, estrabismo e desvio do septo nasal, azar da mulher negra. Ela que trate de gostar de si mesma mais pela sua negritude do que por si. Aliás, descobri, depois, que a Negra Li tinha justamente desvio de septo, o que lhe causava sinusite e problemas na voz, o que não é bom para quem ganha a vida cantando. Mas não. Se Mara Ribeiro acha que a cirurgia pode eventualmente agradar à sociedade racista branca tanto quanto agradou a Negra Li, não pode.

A ciência já nos mostrou a maior contribuição da história contra o racismo: Não existem “raças humanas”, mas sim raça humana. Não somos cachorros. Combater o racismo seria, então, demonstrar a inexistência de diferenças significativas. Já o movimento negro vai na contramão. Para eles, a maior contribuição é precisamente a afirmação das diferenças. E patrulham quem não reza na cartilha da afirmação racial..

Patrulhamento pior a Ku Klux Klan não pensaria. Vai chegar o dia em que os movimentos negros banirão, em nome da negritude, as uniões interraciais. A Ku Klux Klan também baniu. Chegaram a linchar brancos que se casaram com negras. O Movimento negro reclama de negras que fazem cirurgia plástica. De negras que alisam o cabelo. De pardos que se declaram como tais, e não como negros. O movimento negro é a Ku Klux Klan com melanina. Só não tem, ainda, a ousadia da original

Negra Li respondeu à Sra. Mara Ribeiro. Disse “Não posso deixar de fazer uma coisa que quero pensando no que as pessoas vão achar”. Uma boa resposta. Pena que Negra Li não é agressiva. Condoleezza Rice, criticada por não ser militante negra na Casa Branca, respondeu, de modo exemplar, “Não preciso que me ensinem a ser negra”. Negra Li bem que poderia ter respondido: “Militantes, cuidem de seus narizes!”
 

Comentarios (22) >> feed

Fernando said: _

  Continua...
Deixe-me ver...Hmnn...
Foi no Brasil que a Ku Klux Klan assassinou da forma mais hedionda negros?!
Mas, o pior de tudo é que os partidos e desgovernos de esquerda tomam-se como protetores da causa étnica ao ponto do Lula, por exemplo, dizer que temos uma divída histórica com a �frica. Mas, porquê?
Nós temos uma <> histórica com o brasileiro, seja ele branco ou seja negro.
February 07, 2007

Fernando said: _

  Caro Edgard,
Já não é a primeira vez que essa militância de <> acontece no Brasil. Basta-nos relembrar do mesmo caso da plástica do nariz da Carla Perez que foi, pelo argumento mais grotesco, repudiado pela Preta Gil, que disse: "A Carla Perez precisa entender que têm um pé na cozinha".
Ora bolas! E?!
No Brasil há uma imensa tentativa de <> das pessoas. Já ouvi de rappers que não há brancos no Brasil, mas, o que há, são mestiços, pois, na mente mais do que racista deles, todos os brancos no Brasil possui, nem que seja numa única célula da orelha, genes negros.
O pior de tudo é que nos basta acessar o orkut e nos deparar com a comunidade "Orgulho Negro", onde se houve os maiores disparates como:
"Há mais racismo no Brasil do que nos EUA".
Continua...
February 07, 2007

Fernando said: _

  1º <> = AfrikaKorps
2º <> = "africanização"
3º <> = "divída"
February 07, 2007

Leo Melgaço said: _

  1º <> = AfrikaKorps
2º <> = "africanização"
3º <> = "divída"

O que vc quis dizer com isso, Fernando?
February 07, 2007 | url

Paulo henrique Jürgensen said: _

  Impressionante a ousadia dos movimentos negros em patrulhar todos. São piores que os fanáticos religiosos. E para essa senhora palpiteira do movimento negro peço que vá meter o nariz somente onde é chamada.
February 07, 2007

L. Brown said: _

  HAHAHAHAHA
o pior é que hip hop é um balaio subcultural que mistura tudo que era feio, marginalizado, pobre e rejeitado nos Estados Unidos da década de 80. Aí chamam isso de "cultura negra", fazem cara de cu e acham "exótico".
February 07, 2007

Fernando said: _

  Caro Leo,
É uma correção de:
"Já não é a primeira vez que essa militância de AfrikaKorps(1º<>) acontece no Brasil."
"No Brasil há uma imensa tentativa de "africanização"(2º<>) das pessoas."
Nós temos uma dívida(3º<>) histórica com o brasileiro, seja ele branco ou seja negro.
Aproveito e corrijo a "dívida".
February 07, 2007

Fernando said: _

  *Africanização ou africanizar, tanto faz.
February 07, 2007

Leo Melgaço said: _

  Ah, obrigado, Fernando. Se eu tivesse dinheiro, te contrataria como corretor oficial do site!
February 07, 2007 | url

Fernando said: _

  Obrigado Leo, mas não sei ao certo se foi algum problema da página.
February 07, 2007

Leo Melgaço said: _

  Certamente deve ter sido, Fernando.
February 07, 2007 | url

Geraldo said: _

  Comparar com a Ku Klux Klan foi sensacionalismo!
February 07, 2007

Igor Vaz said: _

  gostei do africanizaçao.
Afrika Korps é muito cult pro teu distinto "publico", porém vale lembrar que Rommel nao era nazista.
continue criativo
abraço
February 08, 2007

Victor said: _

  Esses "movimentos negros" não têm msm o que fazer e vivem literalmente metendo o nariz onde são chamados... Fala sério! smilies/angry.gif
February 08, 2007

Geraldo said: _

  Alguem tem algo contra o movimento negro?
Foi essa a intenção?
Se artigo tivesse terminado no primeiro paragrafo, teria sido mais feliz.
February 08, 2007

Edgard said: _

  Ora. Se eu terminasse no primeiro parágrafo eu estaria afirmando que o Movimento Negro tem o direito de se meter com o nariz alheio, o que, creio, você concorda.
E sim, tenho algo contra o movimento negro, como contra o movimento branco, movimento japonês, movimento sarará e qualquer movimento de caráter racista.
February 08, 2007

Geraldo said: _

  Eu nao sou contra e nem a favor, so acho que o movimento deve ter outras atribuições e que nao merece ser comparado com uma seita fanatica.
February 08, 2007

Edgard Freitas said: _

  Por que não?
No momento em que o movimento se sente legítimo para aprovar ou não uma cirurgia plástica, qualq ue coisa é possível. E quem já tentou debater com militantes sabe muito bem a maniera intimidatória como se portam.
February 08, 2007

Vanessa Siqueira said: _

  Se Negra Li se sente bem fazendo uma cirurgia para afinar o nariz, organização nenhuma nem NINGUÉM tem que aprovar ou não! Ela faz o que quer, como Condoleezza Rice faz, ou qualquer outro ser humano, negro ou não.
February 10, 2007 | url

Ana said: _

  Parabéns Edgard!!! Concordo com vc!!! Cada um que cuide do seu nariz! E o movimento que cuide de coisas que realmente tenha relevância e acrescente em algo na vida das pessoas!
February 23, 2007

Douglas said: _

  A questão não se limita a afinar o nariz ou não, mas trata-se de afirmar a auto-estima das pessoas negras, que históricamente foram discriminadas e segregadas. Não se pode tapar o sól com peneira; o Brasil é um país racista e as pessoas são preconceituosas sim. O mais engraçado é que a mesma negra Li que afinou o naris, antes de ser famosa era militante e condenava atitudes como essas...
A propósito, o artigo é superficial, pois não leva em conta questões basicas como, por exemplo,padrões de beleza, ou melhor o padrão de beleza branco estabelicido e imposto sobre nós brasileiros. E o autor do artigo não passa de um racista dissimulado.
Obs: A KKK pregava a supremacia, nós pregamos a igualdade.
"trago minha banda, só quem sabe onde Luanda saberá me dar valor" (Gilberto GIL)
May 06, 2007

Loran Santos said: _

  Se é para usar o exemplo dos EUA, saibamos que por lá, quando acabou a escravidão a maioria das famílias negras receberam do governo um pedaço de terra e duas mulas, para trabalhar e sobreviver. Aqui no Brasil, o que o governo fez após a legalização da abolição da escravatura em 1888? Assegurou-nos a oportunidade de trabalhar? Estudar? Morar?Nada disso! Pelo contrário, financiou a vinda de milhões de imigrantes europeus, como italianos, alemães, etc. assegurando a elas/es, terra para trabalhar, casa para morar. É certo que a condição de vida não era das melhores, mas pelo menos eles tiveram o mínimo e para os descendentes de escravizados nem isso foi assegurado. Fomos largados nas ruas e nos mundo, nos viramos para sobreviver.
Hoje, alguns de nós ocupamos cargos estratégicos e de poder, mas é uma minoria e mesmo quando este ascende socialmente as discriminações são pertinentes.
Quanto à questão do padrão de beleza... Sugiro que qualquer pessoa que está lendo esse texto, ao passar pelas bancas de revistas de qualquer cidade do Brasil, observe o padrão de beleza que está em 99% das capas de revistas. Esse padrão, não representa e valoriza a diversidade existente nos rostos das/os brasileiras/os indígenas, japoneses e negros, entre outras. Olhemos também a televisão brasileira, onde e como esses segmentos são citados. E como tudo isso toca na auto-estima das/os que não estão representadas/os na TV e nas mídia em geral?
É fato que existem preconceitos, discriminações raciais, racismo institucional. Exemplo, se olharmos a história, perceberemos que em 1976 foi o ano em que o governo corrigiu o ato de asno de proibir na constituição brasileira o culto das religiões de matrizes africanas. Outro, várias leis do final do século XIX e começo do XX, que proibiam a vinda de negros para o território brasileiros. Poderia citar mais centenas de fatos históricos que comprovam o racismo na sociedade brasileira, sabemos então, como surge essa desigualdade absurda de raças (sendo essas construídas dentro das perspectivas sociológicas e não biológicas).
April 12, 2008
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Atualizado em ( 30-May-2007 )
 
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